A segurança em gasodutos e oleodutos tornou-se um tema central para empresas, governos e operadores que dependem de infraestrutura energética contínua. Paulo Roberto Gomes Fernandes, como empresário e executivo da empresa Liderroll, observa esse cenário como uma demonstração clara de que o setor precisa revisar padrões construtivos, ampliar monitoramento e antecipar riscos antes que eles se transformem em acidentes graves.
A partir deste artigo, buscamos apresentar e analisar as mudanças na construtibilidade dos novos gasodutos e oleodutos, a importância do monitoramento de dutos, os impactos de roubos e vandalismo e o papel da tecnologia na proteção operacional. Leia a seguir para saber mais!
Por que a segurança em gasodutos e oleodutos ganhou mais importância?
A segurança em gasodutos e oleodutos ganhou relevância porque essas estruturas transportam produtos de alto valor econômico e alto potencial de risco, exigindo controle permanente sobre operação, integridade e acesso físico. Quando há interferência indevida, roubo de combustível ou falha estrutural, o problema deixa de ser apenas patrimonial e passa a envolver comunidades, meio ambiente e abastecimento.
Esse tema, como retrata Paulo Roberto Gomes Fernandes, mostra como a infraestrutura energética precisa ser pensada de forma integrada, considerando engenharia, proteção, fiscalização e resposta emergencial. Um duto moderno não pode depender apenas da resistência do material, pois também precisa contar com inteligência operacional ao longo de toda sua vida útil.
Inclusive, a ocorrência de ataques ou furtos em oleodutos evidencia as fragilidades que podem comprometer a segurança coletiva. Perfurações clandestinas, manipulação indevida e acesso não autorizado criam riscos de explosões, vazamentos, contaminação e paralisação de operações essenciais.
Como a construtibilidade dos novos dutos está mudando?
A construtibilidade dos novos gasodutos e oleodutos está mudando porque os projetos precisam considerar ameaças externas desde a fase inicial. Antes, muitas decisões eram orientadas principalmente por rota, custo e capacidade de transporte; hoje, a análise precisa incluir vulnerabilidade, acesso para inspeção, proteção física e facilidade de monitoramento.
Em razão disso, a engenharia atual deve antecipar riscos e criar estruturas mais preparadas para cenários de pressão operacional, tentativa de violação e necessidade de manutenção rápida. Isso significa escolher materiais adequados, definir trajetos mais seguros e planejar pontos de controle ao longo da infraestrutura.
Essa mudança também envolve maior integração entre obras civis, sistemas digitais e equipes de segurança. Sensores, câmeras, drones, válvulas automatizadas e centros de controle podem ser incorporados ao projeto para reduzir o tempo de resposta diante de qualquer anormalidade.

Outro fator relevante está na localização dos dutos, explica Paulo Roberto Gomes Fernandes. Áreas urbanas, regiões isoladas, zonas industriais e trechos próximos a comunidades exigem abordagens diferentes, pois cada ambiente apresenta riscos específicos. A segurança operacional depende da capacidade de adaptar a solução ao território, e não apenas de aplicar um modelo padrão.
Por que o monitoramento de dutos é indispensável?
O monitoramento de dutos é indispensável porque permite identificar alterações de pressão, fluxo, temperatura, vibração e integridade estrutural antes que uma falha se torne crítica. Em estruturas longas e complexas, a fiscalização visual isolada não é suficiente para garantir proteção contínua.
Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, pode ser associado a essa leitura técnica porque componentes industriais, suportes e soluções de infraestrutura precisam dialogar com sistemas de controle mais avançados. A confiabilidade de um duto depende tanto da qualidade física quanto da capacidade de acompanhar seu comportamento em tempo real.
Com tecnologias de monitoramento, operadores conseguem detectar indícios de vazamento, queda de pressão, interferência externa e desgaste progressivo. Esses dados ajudam a direcionar equipes de manutenção, acionar protocolos de emergência e evitar que pequenas irregularidades avancem para ocorrências de maior impacto.
O monitoramento também fortalece a gestão preventiva, já que, em vez de agir apenas depois do problema, empresas podem programar inspeções, substituir componentes, reforçar trechos vulneráveis e reduzir custos associados a paradas inesperadas, acidentes e danos ambientais.
Como a tecnologia e gestão reduzem os riscos operacionais?
A redução de riscos operacionais depende da combinação entre tecnologia, planejamento e cultura de segurança. Sensores inteligentes, sistemas de georreferenciamento, análise de dados, patrulhamento integrado e comunicação com autoridades podem formar uma rede de proteção mais eficiente para gasodutos e oleodutos.
A segurança deve ser compreendida como investimento estratégico, e não como despesa acessória. Quando uma empresa protege sua infraestrutura, ela também protege pessoas, contratos, meio ambiente, abastecimento e reputação institucional. Outro ponto importante está na capacitação das equipes. Técnicos, engenheiros, operadores, gestores de risco e profissionais de segurança precisam atuar de maneira coordenada, pois a resposta rápida depende de protocolos claros e treinamento constante.
Paulo Roberto Gomes Fernandes demonstra, nesse contexto, que novos projetos de dutos precisam nascer com visão preventiva, integrando construtibilidade segura, monitoramento permanente e gestão operacional inteligente. O futuro da infraestrutura energética dependerá da capacidade de reduzir vulnerabilidades sem comprometer eficiência, competitividade e continuidade do abastecimento.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
