Turismo cresce 25% em Mongaguá e impulsiona economia local na alta temporada

Diego Velázquez
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Levantamento mostra avanço do setor turístico na cidade, puxado por eventos e qualificação de pontos de visitação

A temporada de verão de 2026 trouxe bons resultados para a economia de Mongaguá. Segundo levantamento divulgado pelo Santa Portal junto às prefeituras da Baixada Santista, a Secretaria de Turismo do município registrou crescimento expressivo no número de visitantes durante o primeiro trimestre do ano, com estimativas preliminares apontando alta entre 20% e 30%, numa média de 25% em comparação ao mesmo período da temporada anterior.

O resultado positivo é atribuído a dois fatores principais pela própria gestão municipal: a qualificação dos pontos turísticos da cidade e a realização de uma agenda de eventos voltada ao público familiar, como o projeto Verão Mongaguá 2026, que reuniu atrações diversificadas ao longo dos meses de maior movimento na orla. Essa combinação de investimento em infraestrutura turística com programação cultural tem se mostrado um caminho recorrente entre os municípios da Baixada Santista para atrair e reter visitantes em um mercado regional cada vez mais competitivo.

O desempenho de Mongaguá faz parte de um cenário mais amplo de recuperação do turismo no litoral paulista. Das seis cidades consultadas no levantamento, cinco registraram alta significativa de visitantes na última temporada de verão, evidenciando que o movimento positivo não foi isolado, mas reflete uma tendência regional impulsionada por investimentos coordenados em segurança, hospedagem e atrativos turísticos.

Como o desempenho de Mongaguá se compara à região

Ao analisar o desempenho de Mongaguá dentro do contexto da Baixada Santista, é possível perceber que o crescimento de 25% colocou o município em uma posição intermediária entre as cidades pesquisadas. Praia Grande liderou o ranking regional com alta de até 80%, puxada pelo retorno da queima de fogos de Ano Novo e por uma extensa programação cultural que incluiu eventos como o Estação Verão Praia. São Vicente também apresentou desempenho forte, com crescimento de 50%, atribuído a investimentos como o Programa Cidade Viva e à revitalização de sua orla.

Já Santos, principal polo turístico da região, teve um crescimento mais moderado, de 10,8%, o que em termos absolutos representou 361 mil turistas adicionais, já que a cidade parte de uma base de visitantes muito superior à das demais. Peruíbe, por sua vez, registrou alta de 42,8%, beneficiada pela realização de shows que movimentaram o município por quase um mês inteiro durante a alta temporada. Guarujá foi a única cidade entre as consultadas que reportou estabilidade no fluxo de turistas, mantendo a média histórica de cerca de 1,5 milhão de visitantes.

Esse panorama ajuda a contextualizar o resultado mongaguaense. Embora o crescimento percentual tenha sido inferior ao de Praia Grande, São Vicente e Peruíbe, ele superou proporcionalmente o desempenho de Santos, que é a cidade mais consolidada turisticamente da Baixada Santista. Isso sugere que Mongaguá, com perfil mais voltado ao turismo familiar e de proximidade, tem conseguido ampliar sua atratividade mesmo competindo com destinos mais tradicionais da região.

Vale destacar que o levantamento contou com a participação de seis das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista. Bertioga, Cubatão e Itanhaém não responderam aos questionamentos enviados até o fechamento da pesquisa, o que limita uma comparação completa entre todos os municípios da região, mas não compromete a relevância dos dados apresentados pelas cidades que efetivamente participaram do levantamento.

O que está por trás do crescimento turístico e seu impacto na economia local

O turismo ocupa um papel estratégico na economia da Baixada Santista como um todo. A região, que reúne nove municípios litorâneos e responde por um Produto Interno Bruto que supera os R$ 79 bilhões, tem no setor de serviços, do qual o turismo é parte fundamental, uma de suas principais fontes de geração de renda e empregos, especialmente durante os meses de verão, quando a população flutuante cresce de forma acentuada.

Para Mongaguá, especificamente, esse movimento sazonal tem efeitos diretos sobre o comércio local, a rede de hospedagem e os serviços de alimentação, que costumam concentrar boa parte de seu faturamento anual justamente nos meses de alta temporada. O aumento de 25% no fluxo de visitantes tende a se traduzir em mais consumo em estabelecimentos comerciais, maior ocupação em pousadas e imóveis de veraneio, além de gerar oportunidades de trabalho temporário em diversos segmentos ligados direta ou indiretamente ao turismo.

A aposta da administração municipal em eventos como o Verão Mongaguá 2026 reflete uma estratégia mais ampla adotada por diversas cidades da região, que vem investindo em programação cultural como forma de diferenciar seus destinos turísticos em um mercado regional com forte concorrência interna. Cidades vizinhas, como Praia Grande e São Vicente, também apostaram em iniciativas semelhantes, o que indica uma tendência consolidada na Baixada Santista de usar eventos públicos como ferramenta de atração de visitantes durante a alta temporada.

Olhando para frente, o desafio para Mongaguá e para as demais cidades da região passa por sustentar esse crescimento ao longo dos próximos ciclos turísticos, ampliando a oferta de infraestrutura e mantendo a qualidade dos serviços prestados durante os períodos de maior movimento. A continuidade de investimentos em qualificação dos pontos turísticos, citada pela própria Secretaria de Turismo do município como um dos fatores do bom resultado, deve seguir sendo um elemento central na estratégia econômica de Mongaguá para os próximos anos, especialmente considerando o peso que o setor turístico representa para a geração de renda local.

Fontes:

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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