Construção de edifícios residenciais: etapas, materiais e boas práticas para um resultado eficiente

Diego Velázquez
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Valderci Malagosini Machado

O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, ressalta que a construção de edifícios residenciais é um processo que exige planejamento rigoroso, escolha criteriosa dos materiais e coordenação eficiente entre as diferentes equipes e disciplinas envolvidas ao longo de cada etapa da obra. Em um mercado em que os custos de construção seguem em trajetória ascendente e os prazos de entrega são cada vez mais críticos para a competitividade das incorporadoras, dominar as boas práticas construtivas deixou de ser um diferencial técnico e passou a ser uma condição básica de sobrevivência no setor. Conhecer o encadeamento correto das etapas e os critérios de seleção dos principais materiais é o ponto de partida para qualquer empreendimento bem-sucedido.

A fundação é a etapa que determina a segurança de toda a edificação e deve ser dimensionada com base em laudo de sondagem do terreno, que identifica a capacidade de suporte do solo em diferentes profundidades. O tipo de fundação adotado, seja estaca, sapata ou radier, deve ser definido pelo engenheiro estrutural com base nos dados geotécnicos e nas cargas previstas pelo projeto. Erros ou economias indevidas nessa etapa comprometem a segurança de toda a estrutura e geram custos de recuperação muito superiores ao investimento que seria necessário para executá-la corretamente desde o início.

Estrutura, vedação e sistemas industrializados

Com a fundação concluída, a etapa de estrutura define o esqueleto resistente do edifício. Conforme detalha o engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a utilização de sistemas industrializados nessa fase, como lajes nervuradas treliçadas, painéis treliçados e blocos de concreto de alta resistência para alvenaria estrutural, representa uma escolha técnica e econômica consistente para edifícios de médio porte. Esses componentes são produzidos com controle rigoroso de qualidade em fábrica, chegam à obra com dimensões padronizadas e reduzem o volume de trabalho executado in loco, acelerando o cronograma e diminuindo o risco de não conformidades estruturais.

A vedação vertical, por sua vez, pode ser executada com blocos de concreto para vedação, que oferecem regularidade dimensional, facilidade de assentamento e bom desempenho térmico e acústico quando combinados com os sistemas de revestimento adequados. A escolha entre blocos de vedação e blocos estruturais deve ser definida ainda na fase de projeto, de forma integrada com o sistema estrutural adotado, evitando incompatibilidades que comprometam a execução e o desempenho final da edificação.

Valderci Malagosini Machado
Valderci Malagosini Machado

Instalações, revestimentos e controle de qualidade em obra

As instalações elétricas, hidráulicas e de gás são executadas de forma integrada com a estrutura e a vedação, e seu correto planejamento evita rasgos excessivos nas paredes e lajes, que comprometem a integridade dos componentes e geram retrabalho. O projeto de instalações deve ser compatibilizado com o projeto estrutural e o projeto arquitetônico antes do início da execução, identificando interferências e definindo os trajetos e pontos de passagem com precisão. Conforme esclarece o engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, essa etapa de compatibilização, quando bem executada, reduz significativamente os custos de execução e manutenção ao longo da vida útil do edifício.

Os revestimentos internos e externos completam a obra e determinam em grande medida a percepção de qualidade do produto final pelo comprador. A escolha dos materiais de revestimento deve considerar não apenas a estética, mas também a durabilidade, a facilidade de manutenção e a compatibilidade com o sistema construtivo utilizado. Revestimentos argamassados sobre blocos de concreto, por exemplo, exigem preparo superficial adequado e argamassas compatíveis com a absorção do substrato para garantir aderência e evitar o surgimento de fissuras e descolamentos após a entrega.

Entrega, pós-obra e relacionamento com o cliente

A entrega do empreendimento é o momento em que o trabalho de toda a cadeia construtiva se materializa na percepção do cliente. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, pondera que a vistoria técnica realizada antes da entrega de cada unidade é uma etapa indispensável para identificar e corrigir eventuais não conformidades antes que se tornem reclamações formais ou gerem custos de assistência técnica pós-entrega. O registro sistemático das inspeções e a documentação dos materiais e sistemas utilizados na obra também são ferramentas importantes para a gestão das garantias legais e contratuais do empreendimento.

Fica evidente, portanto, que a construção de edifícios residenciais eficientes resulta da combinação entre projeto bem desenvolvido, materiais de qualidade comprovada, execução supervisionada e gestão técnica presente em todas as etapas do processo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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